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ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD

(Nova Friburgo, RJ, 1896 - Belo Horizonte, MG, 1962)
 
Foi pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador.

Vinicius de Moraes, que privou com Guignard tanto na cidade do Rio de Janeiro como em Itatiaia, faz bonito e verídico instantâneo do artista em Guaches (1943): "Três anjos. Se eu lhes tivesse que pôr asas, as poria brancas em Guignard, uma azul e rosa em Portinari, e... não sei se as daria ao Santa Rosa não, porque imediatamente deitaria a voar tanto (...) Guignard estaria rígido como o produto mineral(sic) de uma faísca elétrica, só trabalhando com os olhos e as mãos habilíssimas, esse translúcido Guignard. Guignard é a única pessoa que eu conheço que é capaz de representar um quadro com as mãos." 

Jardim Botânico

Guignard muda-se com a família para a Europa em 1907. Entre 1915 e 1923, freqüenta a Real Academia de Belas Artes de Munique e estuda com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoa-se em Florença e em Paris, onde participa do Salão de Outono. Retorna para o Rio de Janeiro em 1929, integra-se ao cenário cultural e conhece Ismael Nery, Candido Portinari, Di Cavalcanti e Oswaldo Goeldi. Participa do Salão Revolucionário de 1931, e é destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. De 1931 a 1943 dedica-se ao ensino de desenho e gravura na Fundação Osório, no Rio de Janeiro. Em 1943, passa a orientar alunos no seu ateliê e forma o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, é fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa.

Jurujuba - 1940

Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transfere-se para Belo Horizonte e começa a Jardim Botânico - 1941lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passam Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permanece à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passa a chamar-se Escola Guignard. Sua produção compreende paisagens, retratos, pinturas de gênero e de temática religiosa. Em 1996, centenário do seu nascimento, são realizadas exposições comemorativas no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Belo Horizonte.

Atualmente, a cidade de Nova Friburgo/RJ está resgatando a figura e a obra de Alberto da Veiga Guignard, através do projeto "Guignard, filho de Nova Friburgo".

Fonte: www.itaucultural.org.br,  www.evandrocarneiroleiloes.com.br e www.artenarede.com.br/guignard




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