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EDITH BLIN

(Pontorson, região da Normandia-França, 1891 - Rio de Janeiro, RJ, 1983)

Foi autodidata, transmitindo sentimentos através de sua arte. Na década de 20, foi atriz atuante no Teatro Molière, em Bruxelas. Nessa época conheceu o aquarelista Georges Wambach, com quem veio ao Brasil em 1935.

No início dos anos 40, aqui no Brasil, quando a II Guerra Mundial estava no seu auge na Europa, Edith, sensibilidade à flor da pele, teria perguntado a Wambach como ele podia continuar a pintar lindas paisagens enquanto os seus patrícios sofriam e caíam mortos pelos campos da Europa devastada. Wambach teria se ofendido com a observação e respondido: "Por que não pinta você o sofrimento do seu povo?". E colocou no cavalete uma tela virgem, uma paleta recém lavada e duas cores: branco e ocre. Neste momento, os filhos de Edith, Georges - que viria a ser o famoso e saudoso Jorge da Montmartre - e Ivan, passavam por ali. Ela os chamou: "Fiquem aqui, façam uma pose, parece que vou pintar!". Em cerca de meia hora, os retratos estavam feitos, de forma inesquecível e pessoal. Esse episódio se deu em 1942. Um ano depois, ela fez sua primeira exposição.

Ipanema - 1957

Pedra da Gávea - década de 50Em seus quarenta anos de produção artística na pintura, sua temática foi principalmente a figura. Nos anos 40, pintou várias obras da série "A Resistência Francesa". Na década de 50, pintou flores e algumas paisagens. A década de 60 foi marcante, tendo substituído a tela por cartolina preta e o pincel pela espátula. Fez vários retratos e teve vários modelos, sendo o mais constante a sua neta Katia, que retratou 129 vezes. Sua técnica é diversificada, compreendendo desenhos, pastéis, aquarelas e pinturas a óleo.

 

Morro Dois Irmãos e coqueiros - 1950

Fonte:  www.edithblin.com e catálogo de leilão do Escritório de Arte Soraia Cals/RJ. 




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