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MANOEL SANTIAGO

(1897, Manaus, AM - 1987, Rio de Janeiro, RJ)

Em Belém do Pará teve a orientação inicial de Teodoro Braga, e foi um dos fundadores da Academia Paraense de Belas Artes. Chegou em 1919 ao Rio de Janeiro, onde ingressou na Escola de Direito e na Escola Nacional de Belas Artes, tornando-se aluno de Baptista da Costa, Rodolfo Chambelland e Eliseu Visconti. Foi um dos orientadores do Núcleo Bernardelli, fundado em 1931. Viveu cinco anos em Paris com o prêmio de viagem à Europa conquistado em 1927. No Salão Nacional de Belas Artes, conquistou ainda medalha de ouro em 1938 e medalha de honra em 1948. Foi várias vezes premiado em salões nacionais, tendo participado da I Bienal de São Paulo, em 1951. Integra acervos de museus brasileiros e estrangeiros.

Copacabana

Pela via do Impressionismo, que herdou de seu mestre Visconti, chegou a uma espécie de lirismo informalista, um pré-tachismo na efusão colorida de seus nus e paisagens. Quirino Campofiorito, seu colega no Núcleo Praia do Arpoador - 1947Bernardelli, em texto de 1958, dividiu a pintura de Manoel Santiago em três fases. A primeira foi a dos temas indígenas e teosóficos. A segunda, que se inicia com seu retorno ao Brasil, em 1932, é seu momento de maior triunfo, "atirando-se com decisão contra o mau gosto pictórico imperante, os vícios de uma pintura sem emoção, que ficava entre o naturalismo mecânico dos paisagistas e as soluções escolares dos figurinistas". A terceira, a partir dos anos 50, é a de "exaltação da cor luminosa e da generosa matéria pictórica".

Pão de Açúcar

Fonte: www.bolsadearte.com e catálogo de leilão do Escritório de Arte Soraia Cals.




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