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INIMÁ DE PAULA

(1918, Itanhomi, MG - 1999, Belo Horizonte, MG)

Antes de transferir-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 40, residiu três anos em Juiz de Fora. Residiu mais tarde em Fortaleza (CE), ligando-se ao grupo de pintores locais, ao lado de Antonio Bandeira, Aldemir Martins e Jean-Pierre Chabloz. De volta ao Rio de Janeiro em 1948, com o apoio de Portinari realizou a primeira individual. Em 1952 conquistou o prêmio de viagem à Europa do Salão Nacional de Arte moderna. Viajou então para Paris, onde estudou com André Lhote. De volta ao Brasil, dedicou-se também ao magistério de arte. Realizou diversas individuais e participou de inúmeras coletivas no Brasil e no exterior.

Morro Carioca - 1952

Fundamentalmente paisagista, os temas sociais e políticos sempre estiveram ausentes de sua pintura. Apesar de sua origem proletária e de ter integrado o Partido Comunista nos anos 40, ou ainda de sua confessada admiração pelo muralismo mexicano e pela arte social de Portinari, de quem sempre teve apoio, não aceitou o realismo como norma. A marca mais visível e ao mesmo tempo mais profunda de sua pintura é o Fovismo, que se afirma plenamente em Belo Horizonte, a partir dos anos 60. Através do Fovismo e de sua aproximação à pintura de Kaminagai, ele se vincula esteticamente à Escola de Paris, mas sem perder suas raízes brasileiras e também mineiras.

Casarão do Rio Comprido - 1986Rio Comprido

 

Em 1998, no Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes realizou uma retrospectiva de sua obra em comemoração aos seus oitenta anos de vida. Analisando a obra de Inimá num paralelo com a de Guignard, Frederico Morais escreveu: "A pintura de Guignard é transparente e cheia de delicadezas tonais, a de Inimá é espessa, transbordante e capitosa."

Santa Teresa - 1952

Fonte: www.bolsadearte.com e catálogo de leilão do Escritório de Arte Soraia Cals.




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