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GIOVANNI D'ANDREA

(Rio de Janeiro)

Giovanni D’Andrea, filho de imigrantes italianos, como toda criança, descobriu nos desenhos uma fonte de alegria e prazer. Em torno dos cinco anos, em seus desenhos próprios da idade, freqüentemente incluía estrelas, sóis e redemoinhos, talvez esta sua “preocupação” com o céu tenha dado mostras de seu trabalho futuro.

 

'Ipanema'

 De família de comerciantes, percorreu este caminho até se formar em Direito. Autodidata nas artes plásticas, “rebatizou-se” Giov. D’And. (nome artístico) e, cansado da linguagem abstrata tradicional, tem vivido experiências pictóricas enfatizando o movimento e a profundidade, e após estudos sobre luz e cor (colocando a iluminação por trás da obra), sem subterfúgios técnicos é capaz de realçar em enésimas vezes o efeito de luz da obra, por vezes mudando mesmo a natureza da forma expressa, a culminar no “abstrato cósmico”, onde se delineiam colisões de asteróides, nebulosas, astros flutuando em formas elípticas etc. Isto sem olharmos de relance para suas flores e cenas outras povoadas com pessoas, além de suas releituras... Muitas vezes realizadas também a partir da abstração.

Na arte me expresso! E Deus se expressa por mim...

A arte se transforma em amor quando eleva a humanidade, sublimando os sentimentos individuais.

'Urca, uma poesia'

'Urca - uma poesia' (luz atrás) 

MISSÃO DO ARTISTA NA TERRA

  Não vos orgulheis do que sabeis, pois esse saber tem limites bem estreitos no mundo e no setor artístico que atuais. Mesmo supondo que sejais uma das sumidades na Terra, não tendes nenhum direito de vos envaidecer por isso. Se Deus vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver vossa arte, foi porque Ele quis que fizésseis uso dela para o bem de todos. Esta é uma missão que Ele vos dá, ao colocar em vossas mentes a idéia com a ajuda da qual podereis desenvolver, a vosso modo, os corações menos sensíveis e conduzi-los a Deus.
A natureza do material, ou do imaterial, não indicam o uso que deles se devem fazer?
O pincel e a tinta para o pintor?
A sapatilha e o ritmo para a bailarina?
O cinzel e o mármore para o escultor?
A caneta e o papel para a escritora?
O instrumento musical e a melodia para o músico?
O enredo e a memória para a atriz?
A enxada que o jardineiro coloca nas mãos de seu aprendiz não lhe mostra que ele deve cavar?
 E que diríeis se esse aprendiz, ao invés de trabalhar, levantasse sua enxada para atingir o seu mestre? Diríeis que é horrível e ele merece ser expulso. Pois bem, assim ocorre com aquele que se serve de sua arte para destruir a idéia de Deus e da Providência entre seus irmãos. Ele ergue contra seu mestre a enxada que lhe foi dada para limpar o terreno. Terá assim direito ao salário prometido, ou merece, ser expulso do jardim? Do Éden? Ele o será, não há dúvida, e carregará consigo experiências miseráveis e repletas de humilhações até que se curve diante d’Aquele a quem tudo deve.
  A arte é rica de méritos para o futuro, desde que bem empregada. Se todos os homens talentosos dela se servissem conforme a vontade de Deus, a tarefa dos “Trabalhadores Ocultos do Universo” seria fácil, para fazer a humanidade avançar. Infelizmente, muitos fazem dela um instrumento de orgulho e de perdição para eles próprios. O homem abusa de seu talento para a arte como de todas as suas outras capacidades e, entretanto, não lhe faltam lições para adverti-lo de que um poderoso sopro pode facilmente lhe retirar tudo aquilo que lhe deu, inclusive a intuição artística.

(Releitura do texto “Missão do Homem Inteligente na Terra”, do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec).

Giov. D’And.
Giovanni D’Andrea

'Urca - um sonho''Urca - um sonho' (luz atrás)

Fonte: www.artmajeur.com/giovdand




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