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CARLOS BALLIESTER

(1874, Rio de Janeiro, RJ - 1926)

Pintor e desenhista. Assinava C. Balliester. Carlos Balliester, discreta figura de pintor de marinhas, pouco aparece na literatura Artística brasileira e sua biografia é quase desconhecida. Não transitou pelo ambiente de arte, nem participou da política artística do Rio onde se radicou.

Paisagem Iconográfica do Rio de Janeiro - Ilha de Boa Vista, Niterói , tendo ao fundo a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar - 1912Uma coisa certa foi sua paixão pela marinha, sendo que freqüentava o ambiente carioca com bons relacionamentos. Laudelino Freire cita-o como um dos novos (1916). Estreou na II Exposição Geral de Belas Artes em 1896, dizendo-se discípulo de Auguste Petit... Sua presença nas exposições não foi continua, só voltando em 1916... quando mereceu uma Menção Honrosa de Primeiro Grau. Retornou em 19 com sua temática dileta - o mar... Nova pausa até 1925... sua última apresentação. Convivendo no ambiente da Marinha e relacionando-se com várias autoridades, nele vendia as suas produções, principalmente as que representavam navios. Especializou-se no gênero, tornou-se um documentarista, dando muita importância à precisão náutica, adquirida no convívio com entendidos. A maior parte de sua obra encontra-se em repartições da Marinha... possuindo o Museu Naval e Oceanográfico uma dúzia deles... Seu relacionamento com as altas autoridades facilitou-lhe encomendas da Marinha.

Pedra da Gávea - 1919

Hoje em dia Balliester aparece freqüentemente na leiloaria carioca, valorizado pelo colecionismo... Gastão Penalva, que conheceu, em 24/07/1940, no Jornal do Brasil, escreveu sobre o artista uma página sentimental. Dele diz: "Nome estrangeiro, em tipo brasileiríssimo. Alto, magro, grisalho, olhar vivo, profundo, através das lunetas verrumantes de míope, aspecto tímido na roupa usada de funcionário modesto, no jeito humilde com que saudava a gente no caminho". E mais adiante: "Sua paixão era a marinha de guerra. Não houve nau de seu tempo que ele Paisagem Iconog´rafica do Rio de Janeiro - Praia de Santa Luzia, Flamengo, tendo ao fundo o Pão de Açúcar não houvesse pintado. Sem os arreios genitais de um De Martino, porém, de vôo curto e seguro pelas escadas mais baixas. Contentava-se em copiar com argúcia e reproduzir com exatidão. Nunca esboçava a esmo, por fantasia, sem prévio estudo do modelo, apavorado de algum erro técnico. Para isso, conhecia a Marinha em peso". E ainda: "Em pouco Balliester se tornou mestre no assunto. Sabia tudo. Conhecia de perto a arrevesava terminologia marítima, do velame ao massame das mais complexas galeras..." (texto publicado no livro Rio Antigo, de Paulo Berguer e outros, Rio de Janeiro, 1990).

Vista da Baía de Guanabara

Fonte: www.proartegaleria.com.br e http://carlosballiester.blogspot.com

 




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